27-30 septiembre 2016
AECID - Centro de formación, Centro Cultural de España y Cooperativa Bancaria
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Centro de Formación - Atrio
Eje III: Educación superior interdisciplinaria / Carreras y posgrados Interdisciplinarios

Os reflexos da educação ambiental na vida extraescolar dos estudantes

Oradores

  • Ms. Batista de Castro Ribeiro CRISTINA
  • Mrs. Beatriz Duarte Correa de Brito BEATRIZ BRITO
  • Prof. Samuel DE BENEDICTO

Autores principales

Coautores

Resumen de contenido

A Constituição Federal de 1988 inovou no ordenamento jurídico brasileiro ao elevar o meio ambiente equilibrado a direito fundamental e promover o desenvolvimento sustentável (artigo 225 da Constituição Federal). Além disso, estabeleceu a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente como alguns dos meios para se atingir esse direito. Com base na norma constitucional, em 1999 foi promulgada a Lei 9.795/99, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental e prescreveu que a educação ambiental deve estar permanentemente presente em todos os níveis e modalidades do processo educativo, de caráter formal ou não. Estabeleceu, ainda, que a responsabilidade por sua promoção é compartilhada entre Poder Público; instituições educativas; órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente; meios de comunicação de massa; empresas, entidades de classe, instituições públicas e privadas e sociedade como um todo. Dentre as diretrizes estabelecidas pela Lei, destaca-se a interdisciplinaridade da educação ambiental, que não deve ser implementada como disciplina específica da grade curricular, salvo nos cursos de pós-graduação, extensão e específicos sobre o tema. Dessa forma, a educação ambiental deve ser abordada em todas as disciplinas dos ensinos básico (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio); superior; especial; profissional e de jovens e adultos. Considerando a obrigatoriedade da educação ambiental no ensino formal, esse trabalho teve por objetivo analisar a efetividade da Lei 9.795/99, tanto em relação à inclusão da educação ambiental no ensino formal, quanto à influência dela na vida extraescolar dos estudantes. Sendo assim, fez-se necessário um estudo para saber qual a efetividade da Educação Ambiental como ferramenta transformadora e quais propostas de mudança e melhorias suas disciplinas poderiam propor para reverter o cenário ambiental que está sendo vivenciado pela sociedade atualmente. Para Nogueira e Santos (2010), a educação ambiental nas universidades, deve incorporar critérios socioambientais, ecológicos, éticos e estéticos aos objetivos didáticos da educação, com o objetivo de conceber novos caminhos que levem à compreensão da complexidade e da emergência do entrelaçamento dos subsistemas para compor uma nova realidade. Essa investigação procura perceber qual a eficiência da Educação Ambiental no processo de incorporação dos critérios socioambientais pela comunidade acadêmica e quais os conteúdos que são colocados em prática no intuito de influenciar a conscientização das pessoas e socialização de práticas ambientalmente sustentáveis. Para Araújo e Barcelos (2005, p.2), “o tratamento destinado às questões ambientais exige a compreensão de novos paradigmas filosóficos e éticos que atravessam os universos científico, técnico, socioeconômico e político”. Assim sendo, analisamos a grade curricular dos cursos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, uma das mais tradicionais e importantes universidades do Estado de São Paulo, bem como o comportamento de seus alunos dentro do Campus e em seu entorno. A partir da análise preliminar realizada, pode-se notar que a consciência ambiental é subjetiva à realidade sociocultural e limitada ao ambiente acadêmico, não havendo, muitas vezes, uma integração entre o que se aprende na universidade e o que se vivencia fora dela. Para Carvalho (2004), o maior desafio da educação ambiental está em ir além da aprendizagem comportamental, sendo necessário que esta se engaje na construção de uma cultura cidadã, que provoque verdadeiras mudanças comportamentais que sejam permanentes e não isoladas. Sendo assim, cabe à universidade pensar em soluções estratégicas para auxiliar na formação de um cidadão que saiba se posicionar diante da crise ambiental, reestabelecendo valores que conduzam a uma convivência harmoniosa com o ambiente e as demais espécies que habitam o planeta (BRANDALISE et al, 2009). A educação ambiental formal no Brasil, portanto, precisa ser revista para ser efetiva.

Palabras clave

sustentabilidade - educação ambiental - interdisciplinaridade