27-30 septiembre 2016
AECID - Centro de formación, Centro Cultural de España y Cooperativa Bancaria
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Contribution Presentación oral

Centro Cultural de España - Aula 01
Eje IV: Políticas públicas e interdisciplina

Índice de mobilidade urbana sustentável: uma aplicação no Município de Campinas (2010-2014)

Oradores

  • Ms. Renata COVISI PEREIRA
  • Dr. Bruna A. BRANCHI
  • Dr. Denise Helena LOMBARDO FERREIRA

Autores principales

Coautores

Resumen de contenido

Introdução

A urbanização e o crescimento das cidades evidenciam o problema da mobilidade urbana. O crescente uso de transporte individual motorizado degrada a mobilidade urbana, pelo aumento de congestionamento, acidentes e poluição (sonora e atmosférica). Paralelamente, o uso de transporte público favorece a inclusão social, sendo o meio de transporte mais usado pelas pessoas de renda baixa, melhora o uso do solo e contém (ou limita?) a poluição, comparado com o transporte motorizado individual. Como exemplo de estudo deste problema, o presente artigo estuda a experiência de Campinas (São Paulo, Brasil) no período 2010-2014.

Perguntas e objetivos

O presente estudo objetiva construir um índice de mobilidade urbana sustentável (IMUS) com característica de índice composto que possa ser obtido com periodicidade regular, tendo como finalidade representar um instrumento de auxílio ao governo local para acompanhar a política de mobilidade urbana, podendo identificar carências na coleta e divulgação de dados relacionados ao transporte urbano. O uso de um índice composto justifica-se pela necessidade de encontrar uma medida sintética que permita avaliar os impactos sociais, ambientais e econômicos da mobilidade urbana. O quesito periodicidade implica selecionar, entre diversas opções teóricas, as variáveis disponíveis com frequência regular.

Metodologia

A primeira fase é dedicada à revisão bibliográfica de estudos nacionais e internacionais de mobilidade urbana sustentável. Através desta revisão são identificadas variáveis que, em teoria, deveriam compor o IMUS. Na segunda fase são discutidas as limitações relacionadas à coleta de dados no caso de Campinas (São Paulo, Brasil) no período 2011-2014. Campinas é classificada pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) como capital regional, ou seja, cidades “Com capacidade de gestão no nível imediatamente inferior ao das metrópoles, têm área de influência de âmbito regional, sendo referidas como destino, para um conjunto de atividades, por grande número de municípios” (IBGE, 2007, p.11). Nesta categoria encontram-se as capitais dos Estados brasileiros que não são metrópoles, além de Campinas. Localizada a menos de 100 km da capital do Estado de São Paulo, tem população estimada de mais de 1,1 milhão de pessoas em 2015, com Produto Interno Bruto (PIB) de R$51.347.711 em 2013 (representando o 13º PIB do Brasil). É centro industrial e tecnológico, sede de muitas empresas, universidades e centros de pesquisa. Com frota, em 2014, de aproximadamente 580 mil automóveis e 5500 ônibus. Cidade, que pela sua dimensão e relevância econômica, pode ser considerada como local apropriado para aplicação do IMUS. O índice escolhido sintetiza as três dimensões relevantes ao considerar a sustentabilidade: social, econômica e ambiental. As variáveis usadas são: Acidentes com Morte, Oferta de Transporte Coletivo Urbano, Acessibilidade (dimensão social); Orçamento Gasto com Transporte, Eficiência do Transporte Coletivo, Investimentos Públicos (dimensão econômica); Taxa de Motorização, Consumo de Combustíveis Fósseis, Consumo de Combustíveis Alternativos (dimensão ambiental). Os dados coletados são padronizados. Cada variável é avaliada com base na sua influência (positiva ou negativa) na mobilidade urbana sustentável. Os subíndices (social, econômico e ambiental) são calculados a partir dos valores padronizados multiplicados pela direção da influência desejada. Por fim, o IMUS é obtido pela média dos três subíndices.

Resultados e Conclusões

O IMUS foi calculado usando pesos diferentes e em ambos os casos evidencia a mesma tendência. Basicamente no ano de 2014 registra o pior valor, principalmente se comparado com 2010. A componente que mais influenciou esta mudança foi a ambiental, seguida pela social. Os resultados necessitam de maiores aprofundamentos, mas já resulta evidente a importância de dispor de um instrumento sintético para avaliar a mobilidade urbana. A qualidade dos resultados porém está fortemente relacionada à qualidade e disponibilidade dos dados.

Palabras clave

Mobilidade urbana, Sustentabilidade, Políticas públicas.