27-30 septiembre 2016
AECID - Centro de formación, Centro Cultural de España y Cooperativa Bancaria
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Contribution Presentación oral

Centro Cultural de España - Aula 01
Eje IV: Políticas públicas e interdisciplina

AVANÇO DA METROPOLIZAÇÃO SOBRE ÁREAS RURAIS

Oradores

  • Ms. Batista de Castro Ribeiro CRISTINA
  • Prof. Samuel DE BENECDITO

Autores principales

Coautores

Resumen de contenido

A reforma agrária é interpretada como um processo de distribuição de terras para a população como estratégia de sobrevivência e de produção. No entanto, é necessário entender que a reforma agrária sozinha, não é solução para a “Questão Agrária”, pois, existem vários fatores que estão em curso nas áreas rurais, tais como aumento das áreas de monoculturas e utilização de sementes transgênicas. Segundo Stedile (2006), esse modelo de produção agrícola causou problemas socioambientais, como o uso de agroquímicos ou sementes modificadas, propiciando uma diminuição do uso da mão de obra camponesa, possibilitando uma migração para as áreas urbanas, tendo como consequência disso, os problemas urbanos. Com a expansão das cidades, cresce as necessidades alimentares das famílias urbanas, gerando um impacto na produção alimentos, que passa a sujeitar a produção agrícola à demanda de consumo urbano. Para Gonçalves (2004), a utilização de transgênicos e novas tecnologias, aumenta a degradação ambiental e proporciona o aumento do desemprego, tanto nas áreas urbanas quanto rurais. Neste contexto, surgem questionamentos sobre qual a melhor maneira de democratizar o acesso a terra? Como planejar o desenvolvimento do território urbano/rural de forma sustentável? Para entender melhor essas mudanças nas relações sociais, trabalhistas e ambientais é necessário uma analise do processo histórico de apropriação de terras no Brasil, Andrade (1995, p.77), afirma que “o presente é plasmado em um passado que continua presente e se projeta no futuro”. Essa reflexão mostra que somente a reforma agraria, não conseguiria solucionar os problemas da questão agrária no Brasil. Desta forma, pretende-se neste trabalho analisar a agricultura desenvolvida na cidade de Campinas - S.P e sua convivência com a intensa expansão urbana. Campinas faz parte de uma região dinâmica, caracterizando-se por uma densa rede de relações entre serviços e organizações públicas, iniciativas empresariais urbanas e rurais, agrícolas e não agrícolas. Mais importante que vantagens competitivas dadas por atributos naturais, de localização ou setoriais são o fenômeno da proximidade social que permite uma forma de coordenação entre os atores capaz de valorizar o conjunto do ambiente em que atuam. (ABRAMOVAY, 1999). A proposta metodológica utilizada neste trabalho foi uma analise do processo de ocupação e urbanização da área delimitada para estudo, exame de dados coletados em campo nas áreas de produção agrícola e urbana, produção de material cartográfico, além de revisão bibliográfica do processo de apropriação de terras no Brasil e uma abordagem teórica do conceito de agricultura familiar. Os espaços periurbanos possuem grandes atrativos para o setor imobiliário devido ao seu potencial natural que age de forma contraria a artificialidade das cidades, no entanto, o poder público possui um papel fundamental no processo de ordenamento territorial, por meio de suas intervenções e atuações, com a formulação de leis e normas que regem e direcionam o crescimento urbano, na tentativa de remediar os abusos do setor imobiliário.

Palabras clave

METROPOLIZAÇÃO; AGRICULTURA; POLÍTICAS PÚBLICAS