27-30 septiembre 2016
AECID - Centro de formación, Centro Cultural de España y Cooperativa Bancaria
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Contribution Presentación oral

Centro Cultural de España - Aula 01
Eje I: Teoría, métodos y evaluación de proyectos interdisciplinarios

CONHECIMENTO, CIÊNCIAS E COMPLEXIDADE: articulações na perspectiva de Bohr e Richardson

Oradores

  • Mr. ANA CRISTINA MENDONÇA SANTOS
  • Mr. Marineuza MATOS DOS ANJOS
  • Mr. Adriana SANTOS MARMORI LIMA
  • Dr. Maria de Fátima HANAQUE CAMPOS

Autores principales

Resumen de contenido

Este texto apresenta reflexões realizadas no Programa de Doutorado em Difusão do Conhecimento – DMMDC- UFBa, na Disciplina Representação do conhecimento, a qual estabeleceu relações entre os estudos de Richardson (2005) e Bohr (1995/2000) acerca do conceito de produção do conhecimento. Objetivou compreender os modos de produção do conhecimento cientifico, na visão desses autores, a partir de um estudo bibliográfico com pesquisas publicadas em livros destas referências. Os autores mencionados enfatizam a importância do ambiente físico e sócio-cultural; história dos indivíduos e da coletividade, como determinantes na construção das representações e dos modelos para produção do conhecimento. Um dos aspectos mais significativos levantados por Bohr (1995/2000) é a apresentação de uma matriz para compreender o problema entre realidade e conhecimento considerando o observador. A partir da teoria quântica, não divide mais o mundo em grupos de diferentes objetos separados de nós, mas em grupos de diferentes interações que incluem ao observador. Defende que diferentes observadores trazem diferentes perspectivas sobre a descrição da experiência e que este fato aponta para considerações epistemológicas a respeito da posição observacional. O autor chama atenção ainda que todo conhecimento está atrelado a um arcabouço conceitual e que estes por vezes é limitado para descrever novas experiências, por se condicionar ás experiências prévias produzidas. Para avançar neste processo é necessário abrir mão de compreensões já concebidas, para que estas não limitem novas possibilidades. Este fato favoreceu a ampliação da experiência em campos aparentemente distintos do conhecimento possibilitando uma descrição objetiva cada vez mais abrangente. Já Richardson (2005) traz uma discussão sobre os limites entre os sistemas do conhecimento e a teoria da complexidade aplicada aos fenômenos do universo. Constrói um debate sobre as verdades tidas como absolutas das ciências “duras” sobre as ciências “moles” e a afirmação das ciências exatas de que o conhecimento científico só pode ser obtido em contextos que são incrivelmente estáveis. O autor afirma que esta abordagem, só pode atender a alguns fenômenos onde é possível o controle das variáveis, a exemplo do desenvolvimento de carros, computadores, etc..., porém, existem outros fenômenos que não cabem neste modelo, a exemplo dos sistemas sociais. Segundo Richardson (2005) as fronteiras, ou padrões, que descrevem esses sistemas mudam continuamente e emergem de tal forma que a extração de uniformidades está longe de ser uma questão trivial. Neste mote, nenhum dos objetos tradicionais da ciência, disciplinas formais ou informais, pode ser dito como real em qualquer sentido absoluto, e assim, uma filosofia evolutiva que o autor chama de “pluralidade quase-'critical ”, é delineada, considerando as exigências da complexidade inerente aos fenômenos universais; considera desta forma o intercâmbio e a complementaridade de ideias. Tanto Richardson (2005) quanto Bohr (2000) estudam o processo de conhecer defendendo a busca pela objetividade e inambiguidade do conhecimento, considerando o papel do observador e a necessidade de articulação entre os campos do conhecimento para compreensão da realidade. Concordam ainda, que não existe ciência que vá dá conta de explicar na totalidade os fenômenos naturais pela complexidade dos mesmos. Percebemos neste contexto um movimento de ampliação de abordagens, uma aproximação entre ciências e filosofia com vistas a integrar o homem ao desenvolvimento do conhecimento. A teoria da complexidade aponta para uma direção neste processo: pensar o real como um todo e não o reduzir arbitrariamente a elementos redutores; trata-se de apreender o real na sua unidade e multiplicidade ou, segundo Morin (2002), quebrar definitivamente as barreiras disciplinares e de construir uma ciência pluridimensional e transdisciplinar. “Nesta perspectiva, ordem e desordem não podem ser pensados separados, mas como um par que na sua relação dialógica produz as infinitas configurações e modificações do real.” ( p.337).

Palabras clave

Conhecimento; transdisciplinariedade; complexidade

Grupo interdisciplinario en el que se enmarca el trabajo (si corresponde)

Doutorado em Difusão do conhecimento DMMDC